A História do Nascimento de Gustavo (Cheyenne's Birth Story in Portuguese)

By Ina May Gaskin
Originally published by www.inamay.com, 2004-02-20

3staffelbowsFiquei feliz quando Cheyenne decidiu ter seu nenêm aqui na the Farm. Achei que ela teria uma boa atitude durante o trabalho de parto mas não estava preparada pelo quão brilhante ela o fez. Ela foi realmente uma inovadora de parto. Fazendo com que o trabalho de parto de seu primeiro bebê enorme parecesse divertido. Stephen (meu marido) acha que a Chey fez tão bem no trabalho de parto pois ela fez como o mestre Suzuki Roshi chama de “mente de iniciante”.Isto foi a primeira vez para mim, estive com poucas mulheres que tiveram os primeiros filhos grandes como o dela, mas nenhuma que presenciei fez com que ele parecesse divertido. Acho que um dos fatores que fez isso possível foi que ela decidiu se movimentar o máximo e talvez também ela achou que tinha que provar algo por ser uma mulher brasileira ( quando ela estava no começo de sua grávidez ela perguntou a uma parteira se ela faria o parto dela em casa, ela disse que seria okay, mas já que ela era brasileira deveria planejar ter o nenêm na casa de parto do lado do hospital).

Continuando com o trabalho de parto da Chey, poucos dias antes que seu trabalho de parto começou dei a ela uma fita de vídeo de preparação para o parto. Não me lembro o nome, mas foi feito na Alemanha por uma parteira que ensina a Dança do Ventre para as grávidas. Eu já havia aconselhado mulheres em trabalho de parto para mover seus quadrís durante as contrações mais fortes, mas esta foi a primeira vez que tive um vídeo para mostrar a alguém que ainda estivesse grávida.

chair limbo

Quando cheguei e Chey estava em trabalho de parto ativo, ela estava com um cajado nas mãos. Esta primeira foto foi a única que tirei entre contrações, todas as restantes foram tiradas durante contrações fortes.

Estas fotos não dão a idéia do quanto que Chey estava se movendo. Na maioria do tempo ela estava movimentando seu quadrís em figura 8 ouvindo suas músicas favoritas, usando o cajado para dar-lhe equilíbrio e estabilidade.
sheet male_doula

Com freqüência ofereço as mulheres a chance de pucharem por uma corda fortemente ancorada no teto sobre elas durante as contrações. Puchando assim faz com que seus bumbuns fiquem relaxados, já que fica impossível para a mulher contrair seu biceps, músculos da bacia e coxas ao mesmo tempo durante trabalho de parto. O que Chey disse foi que gostou do cajado, pois tinha a mesma função da corda mas que era possível ir a qualquer parte da casa e que poderia ficar onde ela quisesse. Ela poderia ter ido lá fora com cajado se assim quisesse.

Samuel, que é um personal trainer, perguntou a Chey nessa hora se a última contração tinha sido umas das boas. “Sim!” ela respondeu com entusiasmo e um grande sorriso aos lábios. “Foi a melhor de todas até agora” e essa era sempre a sua resposta. O entusiasmo dela era infeccioso.

Chey quis sentar na bola Suiça, ainda segurando o cajado enquanto a cabeça do nenêm aprofundava-se em seu quadríl. Nessa hora ela se movia para frente e para trás num movimento que poderia descreve-lo como “transando”. O cajado deu lhe a estabilidade necessária e a bola o descanço que precisava entre contrações.

Muitas mulheres da cultura Ocidental (mas não Brasil) são ensinadas que movimentos que lembram transar é vergonhoso e coisa feia de fazer. Isso é uma pena, já que esse movimento é muito importante para mulheres que querem dar a luz com a mínima dor e disconforto. Acho que todas as mulheres deveriam praticar esse movimento é como dançar o tchan durante a grávidez.

8Cheyballsmiling_thumbEsta foto necessita exp licações, já que não está claro o que Samuel estava fazendo com suas mãos que fez com que a Chey sorrisse desse modo. Ele estava chacualhando seu bumbum num ritmo devagar e confortável. Isto ajuda a relaxar os músculos da bacia e alivia a intensidade das contrações durante o periodo durante o período de transicão. Eu mostro a muitos casais essa técnica, que inventei durante os meados de 1970 (Stephen com freqüência faz isso em mim) sem saber que isso foi usado em muitas partes do mundo desde tempos antigos. Isso também é usado para prisão de ventre e impotência.

Se chacualhar seu bumbum é uma ótima estratégia para trabalho de parto e tenho certeza que é, as brasileiras deveriam ser muito boas de terem parto vaginal, porque elas sim sabem com chacualhar.

Chey teve que fazer força somente por 40 minutos. Isso é um tempo de empurrar curto pelo tamanho do nenêm. Não temos fotos dessa parte, já que tive que deixar a câmera e colocar as luvas estéreis.

A cabeça de Gustavo estava no perineo rapidamente. Chey deixou a cabeça nascer vagarosamente o que quer dizer que não rasgou e não precisou de episiotomía. Sua testa estava toda amassada durante as primeiras horas depois do parto. As cabeças de nenêm estão desenhadas para fazer esse tipo de acomodação durante nascimentos sem machucá-los.

A moldura que você vê na cabeça do Gustavo (que mediu 37.5 cm, 1/2 cm a menos que a maior cabeça que já vi) é absolutamente centrada. Isso me disse que as danças de bumbum da Chey fez com que a cabeça se acomodasse no melhor diametro para a passagem. Se sua cabeça estivesse direcionada de forma oblíquo relativa a bacia, esses movimentos fariam com que entra esse uma melhor posição.

Eu não me lembro ter medo de parto. Talvez uma das razões sendo que não tenho memórias de pessoas me dizendo estórias horríveis de parto. Mesmo eu tendo crescido no Brasil, um país onde o índice de cesareana voluntária é extrememente alto. Em alguns hospitais privados o índice chega a quase 90 porcento. A razão que muitas mulheres se expõem a essa cirugia e seus riscos serissímos é que muitas delas não conhecem ninguém de sua geração ou classe social que tiveram parto vaginal e seus medos são infelizmente inforçados e amplificados pelos seus doutores que as informam dos mais raros casos de complicações de parto vaginal dando a falsa impressão que este é mais perigoso que cirurgia.

A outra razão foi que minha mãe sempre me contou estórias do lugar chamado “The Farm” ( EUA), onde nasci e morei os primeiros três anos de minha vida. Eu cresci curiosa sobre esse lugar e fui checá-lo quando tinha dezoito anos. (e ainda moro aqui até hoje).

Quando me mudei para cá, estava submergida numa cultura de parto muito amável. Lí Spiritual Midwifery só para me familiarizar com a cultura local. Depois de lê-lo, estava confiante e feliz de ser mulher e ter a capacidade de expêrienciar o parto.

Depois de três anos morando na The Farm, me mudei para Boston onde tive a oportunidade de trabalhar como doula em um hospital antes e durante a minha gravidez. Observando as mulheres durante o parto me ajudou muito a escolher que tipo de parto a ter. Por isso, eu quero dizer, escolher apenas o que estava em meu poder de escolha, por exemplo, que tipo de cuidado receber durante a gravidez e tipo de atitude ter durante o trabalho de parto.

Com a pouca expêriencia que tive acompahnando mulheres durante o periodo perinatal, aprendi sobre as pólices hospitalares. Presenciei mulheres aceitarem e rejeitarem essas pólices e os resultados desses partos. Aprendí também que não se pode generalizar especialmente em termos de duração em que cada parto acontece.

O primeiro trabalho de parto que presenciei durante o meu treinamento de Doula a mãe foi anestesiada da cintura para baixo. Já que ela estava sem sentir as sensações que ajudam o bebê a nascer, ela teve que escutar uma multidão de enfermeras que soavam histéricas e prestavam muita atenção ao monitor electrônico para ver quando as contrações estavam para començar. A mãe que com freqüência parecia desorientada teve que responder rápidamente aos comandos delas já que ela teve que fazer algo que o corpo dela não sentia. Foi como se ela estivesse acordado cega naquela manhã e teve que se orientar pelo território uma vez familiar agora novo e obscuro.

O segundo parto que atendi a mãe não aceitou nenhuma das drogas quando oferecidas. E durante a sensação da cabeça do bebê emergindo de seu corpo, ela falou alto, “Que dor maravilhosa!” Aquele nascimento foi tão emocionante que eu estava muito feliz me sentí inspirada a ter uma boa expêriencia como aquela.

Houve uma mãe de seu primeiro bebê, que não quis se deitar na cama, pois a cama a amedrontava. Ela escolheu o chão, e abraçou a sua amiga. Ela estava calma e pareceu gostar da expêriencia. O parto dela foi curto. A razão que ela escolheu não aceitar as drogas foi porque ela quis fazer bem para o bebê, disse ela.

Outra mãe demorou doze horas para vagarosamente chegar a cinco centímetros de dilatação, o doutor chamou isso de “falha de dilatação” e ordenou a cesareana. Eu fiquei chocada ao ver os instrumentos que eles usavam, o jeito que eles manualmente rasgaram a inscisão maior que o corte feito anteriormente com o bisturí, a conversa informal sobre as férias deles e o sons do instrumento de sucão. Não achei que era surpriendente que mulheres diferentes progridem em tempos diferentes e achei que as pólices hospitalares são muito generalizadas. A mihna opinião foi que essa mãe poderia ter evitado cirugia abdominal e seus riscos se eles tivessem dado tempo a ela para que seu corpo o ficesse.

Eu estava muito inspirada pelos partos que atendi (que foram todas mulheres brasilieras), que quando veio a hora de ter o meu nenêm, eu queria ter uma boa expêriencia como muitas mães pareceram ter. Eu decidi fazer todo o possível para ficar saudável e ter meu nenêm em casa.
Encarei meu pre-trabalho de parto e meu parto com uma convicão forte sobre a necesidade de movimento durante o parto. Depois de dois dias em três centímetros de dilatação, meu parceiro e eu fomos para uma “hike” logo apôs o café da manhã. O Samuel me deu um cajado;o que ele achou na floresta e eu usei-o para me reclinar quando sentia uma contração. Gostei tanto do cajado;o que o trouxe para casa e coloquei-o ao lado da porta. Quando o Samuca notou que eu tinha guardado aquele cajado;o “podre”, ele quis saber o porquê. Disse a ele que eu queria usá-lo durante o parto pois ele tinha me ajudado muito a relaxar durante as contrações na nossa caminhada na floresta. Ele me disse de um cajado;o de feito de cidra que ele esculpiu para seu pai, quinze anos atrás e foi buscá- lo.

Naquela noite as mihnas sensações aumentaram, peguei o cajado;o e reclinei-me com todo o meu peso, alongando as mihnas costas e rebolando. Foi ótimo ter algo tão forte para poder colocar todo meu peso durante a noite toda e não me preocupar que quebrarsse ou que eu possa arruiná-lo. Se eu colocasse o meu peso todo em uma pessoa, mesmo alguém muito forte, eu teria que me preocupar com o estado físico dela. O cajado;o tinha mais folêgo que uma pessoa.

4CheystaffcloseupLá estava eu, com o cajado;o em minhas mãos, fazendo movimentos da dança do ventre com os meus quadrís (lua cheia e figura oito), cantando, fazendo careta e me divertindo Também sentei muito na bola, isso foi um bom jeito de descansar e continuar movimentando ao mesmo tempo.

Passei mais ou menos nove hóras mudando de uma pose para a outra. Aí eu sentí uma vontade imensa de fazer cocô, então o fiz. Mas continuei sentindo essa vontade. Por causa do meu colo do útero estar um pouco inchado, sugeriram que eu esperasse antes de poder fazer força. (Eu estava sentada na privada achando que era cocô e foi muito bom ir ao banheiro durante esse periodo.) Sentada no meu troninho como uma rainha a espera para que esse processo de eliminação terminasse foi a única parte difícil pois já não podia relaxar meu bumbum. Foi como se um convidado estivesse tomando banho de banheira no único banheiro da casa. Então se espera e espera de modo desconfortávelS

Finalmente, comencei a fazer força. Estava ajoelhada no chão reclinada no Samuel, que estava sentado na cama. Fazer força parecia como fazer cocô, então eu sabia fazer. Era ótimo. Quarenta minutos depois, meu nenêm nasceu com a aparencia um pouco cinzenta mas saúdavel. Com suas mãozinhas e pezinhos um pouco enrrugados e ele chorou o chorinho mais doce. Eu estava muito feliz com um sprriso grande e meio bôbo, eu olhei ele dormir por muito tempo.

Here's Gustavo at 5 months.

Here's Gustavo at 5 months.